A Divisão Administrativa do território Caboverdiano data do período colonial, estando essencialmente, previsto no Decreto-Legislativo nº 675, de 5 de Outubro de 1940, que define os limites dos Concelhos, e respectivas Freguesias, do Paul e Ribeira Grande, na ilha de Santo Antão, de São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, Fogo e Brava, nas ilhas com o mesmo nome, bem como os da Praia, Santa Catarina e Tarrafal, na ilha de Santiago. Algumas alterações foram, entretanto, introduzidas ao longo do tempo e nesse mesmo período, conduzindo à criação de novos Concelhos. São os casos do Decreto Legislativo de Abril de nº 1750, de 12 de 1971, que define os limites dos Concelhos da Praia, Santa Catarina, Tarrafal e Santa Cruz, na ilha de Santiago, e do Diploma Legislativo Ministerial nº 7, de 2 de Setembro de 1962, que cria o Concelho do Porto Novo, na ilha de Santo Antão.

As Divisões Administrativas de maior relevância jurídica em Cabo Verde são os Concelhos, correspondendo cada um dos territórios a uma divisão autárquica básica, o Município, uma autarquia local, ou seja, uma pessoa colectiva de direito público de base territorial, que por sua vez, se subdivide em Freguesias. A divisão administrativa oficial, desde 2005, contempla 22 Concelhos em Cabo Verde, que são os seguintes: Paul, Ribeira Grande e Porto Novo em Santo Antão; São Vicente; Tarrafal e Ribeira Brava em são Nicolau; Sal; Boa Vista; Maio; na ilha de Santiago, Tarrafal, Santa Catarina; São Miguel; Santa Cruz; Picos; São Lourenço dos Órgãos; São Domingos; Ribeira Grande de Santiago e Praia; na ilha do Fogo os concelhos de São Filipe, Santa Catarina do Fogo e Mosteiros e ainda o concelho da Brava.

As Divisões Administrativas foram traçadas sobre Cartografia Digital, com utilização complementar das Ortofotos 50cm/pix, no formato DGN, na Projecção Cónica Secante de Lambert, WGS 84.

Na execução dos trabalhos foram feitos, visitas ao terreno, várias reuniões com as câmaras municipais e com técnicos representantes das diferentes entidades que têm uma interferência directa a nível do território.